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  • Francislene Lira

Paraibano deu 100 % do corpo todos os dias

Hoje li uma matéria no G1 com a Martha Pereira, esposa do velocista PetrúcioFerreira, medalhista de ouro e recordista na prova de 100m, na classe T47, nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. "Ele dá 100% do corpo dele todos os dias e a consequência é essa medalha. Um orgulho para o Brasil inteiro", declarou Martha.

De acordo com o portal de notícias, Petrúcio nasceu em São José do Brejo do Cruz, cidade do Sertão da Paraíba distante pouco mais de 394km de JoãoPessoa. Uma família simples de agricultores, que mora ainda hoje num pequeno sítio da zona rural do município.

A vida do corredor até aqui foi repleta de acasos que modificavam para sempre o seu destino, ainda que ele, não raro, sempre disse que havia em tudo um sentido em sua vida, algo que ele, homem de fé, credita a Deus.

Por exemplo, ele tinha menos de dois anos de idade quando o principal desses "acasos" aconteceu. Justamente o mais trágico, ao mesmo tempo aquele que abriria caminho para o multicampeão que ele se tornaria.

No sítio, o pai dele, Paulo, foi moer capim para servir de comida para o gado e o filho resolveu ir junto. Foi um instante. Num momento, ele estava ao lado no pai. No outro, o pai do menino escutou um grito alto e um choro. Petrúcio, curioso, colocou a mão esquerda no buraco da forrageira e a lesão foi imediata. Desesperados, a família levou o menino ao hospital e lá houve a confirmação da amputação da mão e de parte do antebraço.

O corredor não lembra dos episódios daquele dia. Nem carrega traumas. Sempre levou a situação com naturalidade e cresceu como uma criança feliz. Até que veio o segundo acaso de sua vida, esse bem mais feliz.

Histórias incríveis como essa me fez pensar no poder de adaptação, superação e resiliência do ser humano. E você, o que achou desse guerreiro?


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